Mostrando postagens com marcador bamberg.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador bamberg.. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Bamberg Helles.

Meu restaurante preferido em Munich.

Às nove horas da manhã na Bavária é conhecida como Brotzeit, isto é, hora do pão, os trabalhadores das fábricas, escritórios e população em geral fazem um rápido intervalo, é hora da Helles.

Na cidade de Bamberg, nesta hora da manhã, todos os pubs históricos já estão abertos e várias pessoas matam suas cedes com Helles, o pão líquido da Bavária, pois nesta região do mundo a cerveja faz parte da dieta da população e das suas experiências gastronômicas. Quando uma pessoa pede uma cerveja em Bamberg 90% dos casos esta é uma Helles, toda cervejaria tem sua interpretação de um estilo de cerveja que muitas vezes tem a receita com poucos tipos de maltes, um lúpulo e fermento, mas a sutiliza, o equilíbrio e séculos de história fazem com que ela seja diferente pra cada cervejeiro que a produz. Algumas pessoas têm sua marca de Helles favorita, algo como um time de futebol, onde ele beberá na cervejaria de seu bairro, sorte nossa que vamos de bairro em bairro experimentando diferentes Helles..
Brotzeit em Andechs.

Talvez seja a cerveja mais técnica de se produzir, temos que conferir complexidade, sem perder a delicadeza da cerveja, os processos de brassagem, fermentação e maturação, influenciam muito no produto final, na sua composição podemos dizer que precisamos de água, malte, lúpulo, fermento, muita técnica e paciência pra deixar o tempo agir no produto.

Além disso, é uma cerveja de fundamental importância para a humanidade, pois era bebendo Helles que reuniões políticas aconteciam em Munich durante as décadas de 20, 30 e 40, muitos filósofos passaram pelas cervejarias desta cidade e sentaram nas grandes mesas típicas da região e puderam desenvolver suas teorias sobre a humanidade.

Esta sem dúvida foi a primeira Lager produzida na humanidade, antes da Pilsen ser feita na cidade de mesmo nome.

Por tudo isto e como muitas vezes eu já esperei dar nove horas da manhã pra que algum pub em Bamberg abrisse pra que eu pudesse tomar meu café da manhã com Helles, este sempre foi um estilo que me atraiu e por dois anos eu trabalhei mentalmente e matematicamente na receita da Bamberg Helles e desde o dia 23 de julho, dia que fiz o primeiro cozimento dela, venho fazendo meu Brotzei, reservo às 9h pra experimentá-la, claro que até hoje ela estava fermentando, longe de seu caráter final, mas é uma alegria poder imaginar que em um mês teremos nossa cerveja símbolo da Bavária, pra poder bebê-la em canecas de um litro.

Então, amigos vamos aguardar mais um mês para que ela se transforme na Bamberg Helles.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Aprimorando conhecimentos

Nestas duas últimas semanas tive a oportunidade de passá-las hospedado na Maltaria Weyermann, na cidade de Bamberg. Recebi o convite de meus amigos Sabine Weyermann e Thomas Kraus-Weyermann para que eu fizesse um treinamento em cerveja weizen supervisionado pelo mestre cervejeiro Oliver Honsel. Dentro da maltaria tem uma planta piloto onde são realizados testes de receitas. Abaixo a foto que prova que eu não só apenas bebi cerveja, mas também trabalhei.

Na primeira semana produzimos duas weizens, uma em fermentação aberta e outra em fermentação fechada, a primeira fizemos refermentação em barris de inox utilizando o método do Speise. Antes de voltar, apesar das cervejas ainda não estarem prontas, pude perceber que a fermentação aberta produziu mais ésteres, o que era previsto.


Na segunda semana pude visitar e acompanhar o fabrico de cerveja weizen em algumas cervejarias da região, em posts futuros abordarei estas visitas com mais detalhes.

Tão importante quanto a parte técnica foi a parte cultural, viver na região de maior densidade cervejeira do mundo, acompanhando o dia a dia de uma empresa centenária, e conhecida por sua excelência em maltes no mundo todo, contato com a população local e outros mestres cervejeiros, tudo isto faz com que fique mais fácil entender o que é cultura cervejeira.

Nossa equipe: Peter (cervejeiro), eu, Oliver (mestre cervejeiro).
Tenho que agradecer a todos os amigos da Weyermann que me proporcionaram duas semanas excelentes, eles trabalharam para que tudo fosse perfeito, aprendi muita coisa e fiz muitos novos amigos, convivendo com eles pude entender um pouco do porque do sucesso da empresa.

Obrigado a todos da família Weyermann.