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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Zoiglbier - A história continua.

Quando pensamos em cultura cervejeira, as vezes é mais fácil exemplificar do que tentar definir esta sentença.
Zoiglbier é um estilo de cerveja, ou melhor, uma forma de produzir cerveja que por sua vez deu base a este estilo, ainda encontrado no leste da Bavária, indo da Francônia, passando pela Oberpfalz, até a fronteira com a Republica Tcheca.
No passado as pessoas que tinham o direito de fazer cerveja colocavam na porta da sua casa uma estrela de 6 pontas, parecida com a estrela de David, e no centro dela uma caneca de cerveja.
Cada ponta de um dos triângulos representa a água, terra e fogo; já o outro triângulo representa a água, o malte a o lúpulo, na época não se conhecia o fermento.
Normalmente a comunidade tinha um local onde era usado por todos os cervejeiro pra fazer o mosto e então este era levado para a casa onde era fermentado e depois maturado, daí vendia-se esta cerveja e enquanto tinha-se produto pra vender a estrela era mantida na frente da casa.  
Esta tradição de fazer cerveja em lugares compartilhados vem desde a era medieval e atravessou séculos até chegarmos nos dias atuais onde a Zoiglbier vem retomando um renascimento e a busca pela sua origem
Estes locais de vendas não eram bares, nem abriam em horários comerciais, a Zoiglbier não era vendida em bares, o horário era pré determinado, daí colocava-se a estrela pra fora da casa e começava a venda em uma sala onde o dono da casa utilizava para este fim.
Atualmente é muito difícil achar um local que produza Zoiglbier, temos algumas vilas que a produzem, mas mesmo assim as informações não chegam com muita facilidade ao turista, são elas: Eslarn, Falkenberg, Mitterteich, Neuhaus e Windischeschenbach, provavelmente tenhamos outras nesta região.
A cerveja as vezes varia muito de uma casa para outra, mas em geral elas são escuras, marrom e predominância de malte, o lúpulo esta presente apenas pra equilibrar com o malte, o teor alcoólico gira em torno de 5,0% e é claro que são de baixa fermentação.
O leste da Bavária é uma região que ficou isolada por muitos anos, por fazerem fronteira com a antiga Checoslováquia, pouco explorada por turistas, mas para os amantes da cerveja pode ser uma rota fenomenal, saindo da cidade de Bamberg e chegando até Pilsen, uma rota de 250km com excelentes estradas e com boa possibilidade de conhecer várias casas que produzem o estilo Zoiglbier durante a rota.   
Monge fazendo cerveja com a estrela ao fundo.

quarta-feira, 9 de março de 2011

A Itália e a Birra.


Alguns dias atrás tive na feira cervejeira da Itália, que acontece em Rimini. Podemos aprender algumas coisas com o mercado Italiano, atualmente eles têm por volta de 250 cervejarias, a maioria muito pequena, brewpubs, mas num mercado que consumia muito pouca cerveja e agora vem aumentando o volume anualmente. Outra vantagem deles é que exportam facilmente, seja pra zona do Euro ou pra outros continentes.

As cervejas artesanais começaram aparecer na Itália nos anos 80, mas apenas nos anos 90 é que elas começaram a se multiplicar, uma das razões foi que o governo italiano adequou a legislação para que estes pequenos produtores conseguissem sobreviver, bem diferente do Brasil, onde o governo adequa as leis pra que as microcervejarias não sobrevivam.

A qualidade das cervejas ainda podem melhorar muito, são poucas que estão num nível alto de qualidade, estas, despontão ganhando premiações e ganham mercado interno e externo. Mas não vejo isso como um ponto negativo, pois a grande maioria tem boa intenção e se erram é tentando a inovação, diferente de nosso mercado onde a maioria faz a cerveja clara, leve e de baixa fermentação, os italianos testam oxidação proposital, fazem cervejas com barris de carvalho, substituem o lúpulo por radichio, cerveja com manjericão, entre outras coisas, portanto, é uma questão de tempo, eles começarão a acertar e daí ninguém os segurará.

Sempre disse que o mercado italiano era parecido com o brasileiro, eu estava errado, tem poucas semelhanças com o Brasil, a principal é que ambos estão começando a fazer cervejas artesanais e ambos não são grandes consumidores da bebida, mas a maior diferença é que aqui estão querendo acabar com os pequenos produtores de cerveja e lá na Itália eles são incentivados a produzir cervejas boa.

Pra nossa surpresa encontrmaos nossas cervejas e de outras microcervejarias brasileiras no stand do Mondial de La Biere, bem legal, o Brasil representado na Italia.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

O Paraiso da cerveja.



Se existe um paraíso da cerveja no mundo este lugar chama-se Francônia, localizada no norte do estado da Bavária, onde a maior cidade é Nuremberg, mas podemos dizer que a capital cervejeira da região é Bamberg.

Números impressionam, Bamberg tem 70 mil habitantes, 10 cervejarias, 2 maltarias e 1 fábrica de equipamentos pra cervejaria, quer mais, em um raio de 30km de Bamberg encontramos 200 cervejarias, onde cada cervejaria tem no mínimo 4 estilos de cerveja diferente.

Sendo eles: Pilsen, Helles, Weizen, Dunkel, Schwarzbier, Rauchbier, Bock, Weizenbock, Kellerbier, Roggenbier, Ungespundet, Marzen, só pra citar o que eu lembrei agora de cabeça.

Talvez isto explique o porquê o consumo é alto, variedade somada com qualidade, temos uma ingestão de 250 litros por pessoa ao ano, só como base no Brasil consumimos em torno de 60 litros por pessoa ao ano e o maior consumidor de cerveja do mundo chega na casa dos 150 litros por pessoa ao ano.

Como aproveitar tudo isso? Fácil, a maioria das cervejarias podem ser visitadas de bicicleta, ta bom, você não é adepto do cicloturismo, então ônibus ou trem, algumas das cervejarias tem o próprio restaurante e o hotel, caso você não consiga voltar pra casa.

Não espere lugares turísticos, preparado para o show, na Francônia você depara com a tradição e o estado da arte em fazer cerveja, como a técnica aliada a criatividade fez com que estes cervejeiro criassem tantos estilos de cervejas com apenas quatro ingredientes, água, malte, lúpulo e fermento, em alguns pubs a cerveja é servida direto do barril de madeira.

A cerveja nesta região do mundo esta ligada a história e a cultura do país, temos mais de 1000 anos documentados sobre cerveja, ainda encontramos cerveja de baixa fermentação em fermentadores abertos, tripla decocção, muitos deles fabricam a receita do bisavô, sem se prender a livros de estilo de cerveja, mas incrivelmente a cerveja ta totalmente inserida dentro do estilos, pois eles nasceram fazendo isto.

Isto é o paraíso da cerveja. Esta é a nossa função a mais de 10 mil quilômetros de lá, dar alma a nossos produtos.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Oktoberfest Munich 2010.

A Oktoberfest mais famosa e que deu origem a esta festividade é a da cidade de Munich, na Alemanha, mas apesar do nome, que significa festa de outubro, ela acontece nas duas últimas semanas de setembro até o primeiro final de semana de outubro.

A festa surgiu pra comemorar o casamento do príncipe da Bavária Ludwig com a princesa Therese em 1810 e o período original era de 12 à 17 de outubro, mas convenhamos que para o lugar em que se mais bebe cerveja no mundo 5 dias era muito pouco, logo então a festa aumentou, antecipando-se e chegou nos dias do mês de setembro, daí anos mais tarde, a parte que ocupava os dias de outubro ficou mais curta no calendário festivo, ficando apenas as 2 últimas semanas de setembro e a primeira de outubro, isso por causa do tempo, pois em setembro o tempo esta mais quente e os visitantes aproveitavam melhor, quanto mais pro final do ano mais frio fica.

A comemoração do casamento do príncipe com a princesa dura até hoje e é um sucesso, os participantes podem beber cervejas em canecas de um litro, que na Alemanha é conhecida por Mass, mas apenas cervejarias que pertencem a cidade de Munich podem participar da festa, elas se apresentam em gigantescos pavilhões, servindo algumas delas cerveja feita especialmente para o evento. Mas claro que o que mais vende é a cerveja de Munich, a Helles. Já os visitantes vêem do mundo todo e se você não chegar cedo com certeza, não entrara na festa.

O primeiro barril de chope é aberto todo ano pelo prefeito de Munich e reza a lenda, se ele não demonstrar destreza em fazer o serviço, ele não permanecerá muito tempo no poder, pois se o prefeito não leva jeito pra cuidar da cerveja da população, quem dera dos problemas dela enfrentado no cotidiano da cidade. Coincidência ou não, em 1959, os quatro candidatos foram competir pra ver quem abria melhor o barril, e o ganhador desta competição também foi o vitorioso nas urnas, podemos dizer que foi de certa forma as primarias, no estilo bávaro de ser.

Acima vemos um típico cidadão de Munich.

A Oktoberfest em Munich é fantástica, muito organizada, metrô nos deixa dentro da festa, público muito amigável, uma festa pra se divertir, fará parte do meu calendário anual de eventos daqui por diante.



sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Bamberg em Bamberg.


No dia 30 de setembro tive a honra de ser recebido pelo prefeito da cidade de Bamberg, o senhor Andreas Starke, além dele, de seus assessores e da imprensa, tivemos a presença da Sabine Weyermann, proprietária da tradicional maltaria da cidade a Weyermann, de onde vêm nossos maltes e de meus parceiros de viajem Edu e André.

Foi um encontro formal onde o prefeito teve o primeiro contato com nossas cervejas e também ficou sabendo da trajetória da Cervejaria Bamberg, ele demonstrou muita felicidade por representarmos tão bem a cidade de Bamberg mundialmente. Além disso, o Sr Starke demonstrou profundo conhecedor e torcedor do time do Santos.

Entreguei pra ele também uma amistosa carta do nosso prefeito de Votorantim, Sr Carlos Piveta, que em alemão descreveu pra ele a importância de nossa cidade no cenário nacional e da importância em ter uma cervejaria em Votorantim.

Vejo este encontro um momento importante, pois estamos levando para outros países um pedaço do Brasil que vai além de futebol, samba e churrasco, também fazemos cervejas de excelente qualidade, além disso, vale lembrar que receber um reconhecimento vindo da cidade que possui a maior cultura cervejeira do mundo nos deixa muito orgulhoso, Bamberg possui 70 mil habitantes 9 cervejarias, mais 1 cervejaria dentro da Weyermann, portanto, 10 cervejarias, onde cada uma produz no mínimo 4 estilos diferentes de cerveja, uma história de 1000 anos na produção da bebida.

Depois do encontro eu e minha comitiva, meus amigos Edu e André, seguimos pra Maltaria Weyermann, onde acompanhamos o final da produção de pão no forno a lenha, comandada pela mestre de panificação Betina e degustamos várias cervejas com o mestre cervejeiro e meu amigo Oliver Honsel, a que mais me chamou a atenção foi uma Raspberry Porter envelhecida em barril de carvalho.

Gostaria de agradecer a prefeitura de Bamberg e a maltaria Weyermann pela fantástica recepção que nos deram, posso dizer que já me sinto em casa quando estou em Bamberg e a Weyermann é meu lar.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Metzger Reichert.

Passear no interior da Francônia nos apresenta varias surpresas, sejam elas as quase 300 cervejarias ou as belas paisagens que padece um retorno ao passado. Porém, nada me surpreendeu tanto como a cervejaria e fábrica de defumados e embutidos Metzger Reichert, isso mesmo a cerveja e os embutidos são feitos no mesmo equipamento, tudo isso comandado pelo proprietário, cervejeiro e fabricante de embutidos Manfred Reichert, uma figura, como todo cervejeiro artesanal empolgadíssimo e mostrando todo seu processo muito artesanal, seja da cerveja como dos embutidos.


Á fábrica fica no seu quintal e na frente o comércio dos seus produtos, trabalha junto com sua esposa, são apenas os dois no processo de fabricação e venda, localizado na minúscula vila de Uetzing, à 35 km de Bamberg.


No dia da minha visita ele estava higienizando os equipamentos que no dia anterior tinha sido usado para as carnes e no próximo dia seria feito cerveja, ele também estava defumando as carnes, o cheiro é fantástico, toma conta do ambiente, os embutidos são uma delícia, muito defumado, mas ao mesmo tempo suave, sem o excesso de sal, não utiliza os famigerados nitrito e nitrato comum por nossas bandas; a cerveja também é boa, ele faz apenas uma lager dourada, encorpada, com uns 25 IBU.

O interessante é que às vezes não conseguimos definir o que é produzir cerveja artesanalmente e este é um bom exemplo, não devido aos equipamentos, mas a atitude da cervejaria, dos proprietários e funcionários, com muita dedicação, carinho e amor no que faz, assim o departamento de marketing não é necessário na empresa.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Georg Lechner Biermuseum

Eu, meu pai e Janaina trabalhando duro.
Não tenho dúvida que a cerveja é um meio que facilita conhecer novas pessoas e fazer amizade, isto é, podemos falar que a cerveja é uma enzima que agiliza a amizade.

Num dia desses recebi um email de uma pessoa da Alemanha pedindo rótulos, nós recebemos muitos emails destes todos os dias de todos os cantos do mundo, mas o que me chamou a atenção foi que ele era da cidade de Bamberg, mestre cervejeiro e dono de um museu de cerveja, o nome dele era Georg Lechner.

Georg Lechner nasceu em Bamberg, seu pai teve uma cervejaria e maltaria próximo de lá, atualmente ele trabalha na cervejaria Pott’s, localizada na pequena cidade de Oelde, próximo de Dortmund, lá ele cuida do museu da cerveja que esta dentro da cervejaria, no Georg Lechner Biermuseum, além de equipamentos, garrafas, canecas, encontramos uma coleção de rótulos antigos, onde até então era apenas de cervejarias da Alemanha, hoje a única cervejaria de fora é a Bamberg, o que para nós é uma honra. Além do museu Georg escreveu vários livros relacionados a rótulos antigos e cuida da recepção de turistas na Pott’s.

A única cervejaria fora da Alemanha presente na coleção.
Estava prestes a ir para Alemanha e disse isto a ele, foi então que ele me convidou a visitar seu museu e dormir dentro de seu barril-cama, onde apenas convidados especiais tem esta honra, naquele sábado ainda teria a sorte de participar de uma festa que teria dentro da cervejaria.

Foi então que num sábado eu, meu pai e Janaina chegamos à pequena Oelde, típica cidade do interior da Europa, ou seja, nada mudou nos últimos 500 anos pelo menos, a não ser a moderna fábrica da Pott’s, logo na entrada da cidade com um excelente restaurante, onde eles fabricam seus pães e embutidos. Fomos muito bem recebidos pelo Georg que mostrou ao meu pai o hotel onde ele dormiria e depois fomos para o museu onde ficamos degustando cervejas até começar a festa, que foi movida a muito Rock’n Roll e cerveja, claro. No final da noite aconteceu o momento mais esperado, eu e Janaina dormindo na cama-barril, não vem ao caso se era confortável ou não, foi uma experiência única, dormindo num barril dentro de um museu em uma cervejaria. Fui descobrir depois que muitos mestres cervejeiros esperavam sua vez de ser convidado para passar a noite lá.

Depois de beber o dia todo dormi como um anjo.

A festa na Pott's.

Georg é mais um soldado no mundo divulgando a cultura cervejeira e fazendo com que mais pessoas aprendam que dentro de uma garrafa não temos apenas um líquido, mas uma grande tradição e muita cultura.

Nosso amigo Georg.

http://www.georg-lechner-biermuseum.de/

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Visita a Brauerei Wagner - Merkendorf

A cervejaria Wagner esta localizada na vila de Merkendorf, a 10 km de Bamberg. A vila possui três mil habitantes e para suprir a sede deles duas cervejarias.

A cervejaria Wagner vende suas cervejas num raio de 30, estão totalmente envolvidos com a comunidade, se preocupam com o bem-estar de todos e promovem eventos na vila.

Tive a honra de acompanhar um dia do cozimento da weizenbier, é muito interessante ver como a cervejaria trabalha com tradição e modernidade.

O que eles tem em tecnologia:
- Uma sala de brassagem totalmente automatizada,
- Tratamento de água com trocador iônico,
- Aparelho que diminui a pressão e por isso o mosto não precisa ferver, evaporando a baixas temperaturas,
- Moinho de seis rolos.

Por outro lado o que é tradição:
- O método de cozimento é a dupla decocção, muito tradicional e antigo,
- Fermentação aberta em todos os estilos de cerveja,
- Na weizen refermentação na garrafa,
- Trabalham com barris de madeira,
- O prédio muito antigo, nada foi mudado.

Fermentação aberta
Onde a cervejaria precisa de tecnologia eles tem, mas onde a tradição é fundamental tudo foi mantido como no inicio, com isto eles fazem uma weizen fantástica, um estilo que cada vez mais todas as cervejas estão ficando muito próximas, mas a deles tem personalidade, aroma, sabor, corpo e resfrescância, características de uma boa weizen.

Experimentando estas weizen de pequenas cervejarias do interior da Francônia é que nos damos conta do quanto este estilo de cerveja pode ser rico e complexo, cada cervejaria tem a sua personalidade, buscam a diferença, só mesmo os pequenos produtores que podem ter o privilégio de fazer o diferente.


Foi um dia muito legal, aprendi muito sobre cerveja e cultura cervejeira e o pessoal da cervejaria nos recebeu com uma simpatia fantástica, prepararam um típico almoço da Francônia para nós, com muita cerveja para ajudar a digestão.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

A cerveja da Francônia

Na Francônia podemos dizer que eles possuem um estilo de cerveja próprio, a Ungespundbier, esta cerveja pode ser bebida em quase todas as cervejarias e seus pubs, algumas vezes também chamada de Kellerbier.

Ungespund significa que a cerveja não foi pressurizada enquanto estava no tanque, por isso ela possui apenas a carbonatação natural que incorporou ao líquido durante a fermentação, enquanto uma cerveja normal possui em torno de 0,5 g/L ela possui apenas 0,3 g/L; se a cervejaria seguir a tradição matura em barris de madeira, porém como é feito um tratamento na parede interna do barril, este não confere gosto de madeira à cerveja, são servidas no próprio barril sem pressurizá-lo com gás carbônico, apenas pela gravidade.




Visual: A cerveja possui uma coloração âmbar, e com espuma consistente, apesar da baixa carbonatação.
Aroma: o malte é marcante, porém é um dos poucos estilos alemães que possui boa presença de lúpulo aromático, normalmente floral.
Sabor: mais uma vez é nítido a presença de malte munich, viena e caramunich, depende da marca, o amargor é marcante, eu chutaria por volta de 30IBU, o necessário para equilibrar a doçura do malte.
Sensação na boca: Corpo médio e carbonatação baixa, claro.

Este estilo de cerveja demonstra como é possível fazer uma cerveja fácil de beber e muito complexa nos aromas e sabores.

Conversando com alguns mestres cervejeiros da região eles me disseram que a Ungespundbier não é a cerveja que mais vende nos pubs, ela perde para a Pilsen e algumas vezes para a Weizen também.

Acho que a lição maior dela é o quanto a Francônia protege suas cervejas, a ponto de manter uma tradição e levar a diante um processo de fabricação, que ao longo dos anos, tornou-se um estilo de cerveja. É assim que surgem os estilos, partem sempre dos cervejeiros que representam uma determinada região e seus processos de fabricação.

Típico Bier Garten

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Rbeirão Preto

Estive em Ribeirão Preto e tomei muito chope e ouvi um som bem legal, se alguém pensa que estou falando em música sertaneja e aquela choperia turística da cidade, é melhor você rever seus conceitos, eu quis dizer que fui ao Vila Dionísio e o som que toca lá é Rock and Roll e o chope claro que foi o Colorado no Cervejarium.

A 300km de Sorocaba, Ribeirão Preto é um exemplo do poder da industria sucroalcooleira, a cidade esbanja prosperidade, cresceu com qualidade de vida, conheço a região a uns 20 anos, e a cada vez que retorno ela esta melhor.

Quinta-feira a noite estive no Vila Dionísio, um dos melhores pubs em território nacional, 12 linhas de chope, 240 rótulos de cerveja, garçons treinados, porções diferenciadas e muita música boa, quem tocava lá era ninguém menos que Paul Di'Anno, o primeiro vocalista do Iron Maiden, casa lotada, como sempre.

No Vila, Bolinho de feijoada com schwarz.

Fizemos um beer tour na cidade, começando pela Cervejaria Colorado, Cervejarium, Mousse Cake, Biergarten, etc. Ribeirão esta tão avançada na cultura cervejeira quanto cidades como São Paulo, Rio, PoA, BH e Blumenal, muitos estabelecimentos vendendo cervejas artesanais, cursos de cerveja caseira, grupos de degustação. Além do Vila, vejo outros dois pilares da boa cerveja, o Cervejarium, bar da Colorado, como não podia de ser diferente, tem uma carta de cervejas excelente e o chope da cervejaria sempre fresco e bem servido e o Biergarten, empório de cervejas no Mercado Municipal, onde além dos produtos os proprietários, Gabriela e Marcelo estão totalmente envolvidos na divulgação da boa cerveja.

No Bier Garten com os amigos Marcelo e Gabriela (Proprietários do Empório).

Ainda quem predomina na cidade é a grande cervejaria que anos atrás tinha sua fábrica lá, mas é animador o avanço cervejeiro da cidade, não tenho dúvida que o principal fator para isto é o trabalho desenvolvido pela Colorado ao longo destes 15 anos, este é o objetivo das boas microcervejarias, além de vender seus produtos, difundir a cultura cervejeira, mas para isto temos que ter pessoas que realmente vivem e gostam de cerveja, como é o caso do Marcelo Carneiro. (Obs. as fotos do Cervejarium foram tiradas na câmara do Rodrigo e até agora nada, manda aí filho!!!!)

Parabéns a todos que vem fazendo o trabalho de formiguinha na divulgação da cultura cervejeira de Ribeirão Preto, quanto mais informação o nosso consumidor tiver, mais apto a escolher nossos produtos ele vai ser.