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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Bamberg Die Wiesn


Do casamento do príncipe da Bavária Luwig com a Therese em 1810, surgiu uma das maiores festa do mundo: a Oktoberfest, em Munich, que ocorre anualmente nas duas ultimas semanas de setembro e na primeira de outubro.
A festa mudou de formato, em alguns períodos não aconteceu, mas sempre foi regada a muita cerveja. No começo era uma cerveja marrom, mais encorpada,  que ao longo dos anos foi ficando um pouco mais clara, prevalecendo o malte, e muito fácil de ser bebida.
Hoje em dia muitas cidades no mundo têm sua festa do chope neste período do ano, e pensando nisso nós resolvemos trazer esta tradição da cidade de Munich para Votorantim, não a Oktoberfest, mas a cerveja da festa.
O local onde acontece a festa chama-se Theresienwiese, mas a população de Munich chama carinhosamente este local de Die Wiesn, e foi justamente este o nome escolhido para a cerveja do estilo Oktoberfest da Bamberg.
A Bamberg Die Wiesn será uma cerveja sazonal, lançada todo ano no dia que começa a Oktoberfest de Munich . Segue abaixo minha análise sensorial:

Visual: coloração âmbar, cristalina, com boa formação e persistência na espuma.
Aroma: o malte domina com casca de pão, caramelo, frutas secas, biscoito, mas o lúpulo também é notado com o tradicional floral dos Hallertauer.
Sabor: malte vem logo no começo com biscoito, caramelo, mas o lúpulo aparece não só com o amargo suficiente para equilibrar, mas também com agradáveis notas florais e em segundo plano cítricas.
Sensação na boca: corpo médio, carbonatação média.
Impressão geral: apesar de uma cerveja com corpo médio ela é refrescante e fácil de beber, devido ao longo tempo de maturação, essas características aumentam, principalmente a suavidade dos maltes, que são as grandes estrelas da cerveja.
Obs.: Não esperem beber uma Marzen, este é outro estilo de cerveja como já expliquei em um post anterior sobre as diferenças entre os estilos Marzen e Oktoberfest.
Temperatura de serviço: 5°C a 8°C.
Harmoniza com: Comidas indiana e mexicana, presunto, salsicha, pizzas, burgers, etc.
Na Oktoberfest ela é servida em canecas de um litro, que são conhecidas como Mass, na Alemanha.
O rótulo é mais uma obra de arte do André Clemente, tem como personagem principal uma garçonete da Oktoberfest, é a nossa homenagem a elas que trabalham duro durante 3 semanas pra nos servir com muito chope, no fundo tem as cores da Bavária, azul e branco.
A Bamberg Die Wiesn chega no mercado a partir do dia 17 de setembro, apenas em garrafas de 600mL e em chopes.
A pronúncia de Die Wiesn é "dii vize", tive auxilio do meu amigo Herbert Schumacher pra esclarecer esta incógnita. 

Abaixo tem um video que mostra como é a Oktoberfest em Munich, gravado pelo cinegrafista Edu Passarelli.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Helles com risoto de Brie e damasco e pato na laranjal.

Pra comemorar o lançamento da Helles em garrafa, fizemos uma harmonização. Pato na Laranja, com dicas de preparo do meu amigo Edu Passarelli, mas quem executou o prato foi minha mãe, com risoto de Brie e damasco, receita domínio público e quem executou foi eu, também cozinho de vez em quando.

A Helles na garrafa esta filtrada, diferente do chope que é vendido sem filtrar, mas as características dela só ressaltaram, ficou um pouco mais leve, mas o malte e o lúpulo equilibraram mais, bom, sou suspeito pra falar desta cerveja, mas beberia ela todos os dias, que delícia.

O prato harmonizou com a cerveja, o Brie deu uma cremosidade legal, e o damasco um doce, cítrico, o pato tem uma carne mais marcante, mas o doce do molho de laranja suavizou, a Helles tem um corpo e amargor suficientes pra encarar o prato.

A harmonização da cerveja com pratos é mais uma das opções que a bebida nos oferece, mas não podemos esquecer que a cerveja é uma bebida alegre, descontraída e enzima pra amizades.

As fotos são do fotógrafo amador Luiz Bazzo.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

A vez da cerveja Helles.


Bamberg Helles.

Já contei a história, mostrei o rótulo, mas agora vamos falar de como ficou a Helles.

O objetivo inicial dela foi mostrar o que temos de bom na Bavária, maltes de excelente qualidade e lúpulos de Hallertauer. Nesta cerveja utilizei 3 tipos de maltes, um deles da Agrária e dois da Weyermann, e 2 tipos de lúpulos, ambos de Hallertauer.

Mas a grande estrela que nos proporcionou um resultado surpreendente foi o fermento, uma cepa especial vinda da Bavária.

Eu resumiria esta cerveja em complexidade e sutileza, eu gosto de beber Helles em canecas de 1 litro e esta me permitirá fazer isto.

O chope virá sem filtrar neste primeiro momento, depois de filtrada, a cerveja em garrafa ganhará mais em malte e o lúpulo diminuirá um pouco, devido ao malte.

Bom, espero que vocês gostem, pois é um dos meus estilos preferidos e fazem 2 anos que trabalho mentalmente nesta receita.

O que temos no copo:

Aroma: A presença do lúpulo de Hallertauer é nítido no aroma, mas também vem forte com o caramelo e pão, provenientes do malte.

Aparência: Amarelo escuro, com boa formação de espuma.

Sabor: O que percebemos de forma mais forte é a presença do malte, na forma de pão, cereal, caramelo, mas o lúpulo vem no final terminando um pouco seco, com o intuito de equilibrar com a doçura do malte.

Sensação na boca: Corpo médio, carbonatação média.

Impressão geral: A marca registrada do estilo Helles é presença marcante de malte, mas também o lúpulo aparece sempre de forma a equilibrar o conjunto, devido o longo tempo de maturação a cerveja ganha uma suavidade e textura na boca, mostrando que delicadeza e suavidade não é sinal de falta de complexidade, pelo contrário.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Brasil Econômico


O Jornalista Luiz Ligabue fez uma matéria muito legal da Bamberg no jornal Brasil Econômico, com um texto gostoso de ler e com pitadas de humor, achei interessante mostrar a todos que não tiveram a oportunidade de ler no jornal impresso.
Obrigado Luiz pela visita e pela matéria.





segunda-feira, 28 de junho de 2010

Bamberg Bock 2010.

A história da Bock eu contei o ano passado e para quem não leu vale a pena ver a fantástica trajetória deste estilo de cerveja alemão, clique no "Bock a cerveja de Einbeck".
A Bamberg Bock 2010 vem com uma nova receita, ela virou DoppelBock, resolvi mudá-la de última hora, por isso que é legal fazer a sua própria cerveja, mudei, não avisei ninguém e depois que deu certo comecei a contar para todo mundo, acho que esta é a melhor de todas as Bocks que já fiz, espero que vocês pensem o mesmo.
Porém, não assuste se você ver no rótulo a palavra Bock, pois é assim que esta, e aí é outra de nossas mudanças, o rótulo segue a nova linha feita pelo André Clemente.
As garrafas long neck começam a serem vendidas aqui na Bamberg ou nos nossos parceiros apartir de quinta-feira dia 1 de julho, vale lembrar que esta é uma cerveja sazonal e foi feito apenas um tanquinho.
Após 3 meses de fermentação e maturação a cerveja esta pronta e abaixo passo a minha avaliação sobre ela.



Esta foto é do Ivan, por isso que ta boa.


Aroma: Presença marcante do malte na forma de biscoito, caramelo, pão, açúcar queimado, toffee, além um leve aroma de ameixa, o lúpulo é imperceptível;
Aparência: Marrom escuro com tons avermelhado, espuma consistênte;
Flavor: Ao bebe-la percebe-se a mesma força do malte que notamos no aroma, sobressaindo o açúcar queimado, toffee e frutas secas, porém no final notamos o lúpulo que equilibra com a doçura do malte, o álcool não aparece de forma marcante perigosamente;
Sensação na boca: Corpo mádio-alto, carbonatação média, bastante suave, aquecendo um pouco devido o álcool;
Impressão geral: Como uma bock deve ser o malte é o que confere maior complexidade a cerveja, sendo que o lúpulo apenas entra no contexto para equilibrar um pouco a doçúra do malte e os 8,0% de álcool passa despercebido, por isso cuidado.

OBS.: Cerveja do estilo Bock é sempre de baixa fermentação e o mais importante tem que ser puro malte, não vale usar açúcar, como toda cerveja que pertença a um estilo Alemão. Assim é feita a Bamberg Bock seguindo a Lei de Pureza da Bavária.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Cara nova.

Esta começando sair da Bamberg nossas cervejas com os rótulos novos, é claro que em alguns lugares eles aparecerão mais rápido que em outros, mas não se assustem, são elas mesmas.

No carnaval eu estava na praia com um amigo, calor de 40 graus, tomando umas cervejinhas, já tínhamos falado sobre futebol, cerveja, carnaval, o assunto estava acabando, foi então que ele perguntou, por que a Bamberg não muda os rótulos?

Chegamos a conclusão que seria legal, a cervejaria esta fazendo 5 anos, poderíamos dar uma modernizada neles. Sabia que meu amigo André Clemente estava muito folgado, estava tendo o excesso de 5 horas de sono por noite, resolvi ocupá-lo com 10 rótulos novos a serem refeitos.

Depois de muitas idas e vindas, chegamos no resultado final, espero que vocês gostem, pois será mais uma ação comemorativa dos 5 anos da Bamberg, fundada em 18 de dezembro de 2005.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Estamos participando da História.

Esta foto acho que foi o Nikima quem tirou, se não foi fica ele como fotógrafo mesmo.

Esta semana aconteceu em São Paulo a Restaubar 2010, feira que reúne donos de bares, restaurantes, e pessoas do meio gastronômico, até aí nada é novidade, pois este já é o terceiro ano que participamos, porém este ano foi especial.

Poucas vezes sabemos quando estamos participando de um fato histórico, mas desta vez tenho certeza que eu e quem estava junto conosco, participamos de um.

Montamos um stand na feira só com cervejas artesanais que promovem a cultura cervejeira no Brasil, as cervejarias eram, Bamberg, Colorado e Falke, mas ainda tínhamos como parceiro a importadora Brazilways.

Quem visitou nosso stand pôde perceber que nosso foco era a cerveja, não fizemos o maior stand, nem colocamos meninas com trajes de sex shop na frente de nosso stand, porém quem chegava lá podia degustar cervejas como Bamberg Rauchbier, Colorado Indica, Falke Monasterium, Brooklin IPA, entre muitas outras, além de ser atendido por quem fabrica a cerveja, no caso das cervejarias.

Já esta aqui eu emprestei do site da Cerveja Gourmet.

Mas não foi só o stand em conjunto, na terça-feira, saiu a 1ª Caravana da Cerveja Rara, devo admitir que tenho dois parceiros totalmente pancado da cabeça, no bom sentido, o Marcelo e o Marco, mas neste caso a idéia foi do Marcelo, fazer uma excursão por São Paulo com um ônibus lotado de adoradores da boa cerveja e foi assim que aconteceu, saímos da feira rumo ao PJ Clark, onde degustamos cervejas da Brooklin, depois foi o Empório Alto de Pinheiros com degustação da Falke Vivre com Kafta de cordeiro, seguimos para o Melograno e a cerveja era a Bamberg Rauchbier com Provoleta e finalmente a noite terminou no Asterix com a Colorado Vintage com rapadura e o petisco foi um queijo bem maturado que não sei qual era mas tava muito bom.
Nem preciso comentar que foi uma noite fantástica, bebemos e comemos muito bem, além de termos excelentes companhias. Gostaria de agradecer a todos que participaram e especialmente aos donos dos restaurantes que nos ajudaram a fazermos esta "loucura", carinhosamente chamado de Bonde do Marcelão.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Bamberg Altbier 2010.

Nesta semana começa a temporada da Bamberg Altbier 2010, cerveja sazonal onde foi produzido apenas um tanque e quando acabar só no próximo ano.
A cerveja Alt é uma exceção dentro da Alemanha, pois ela é de alta fermentação (Ale) em um país conhecido pela excelência em produzir cervejas de baixa fermentação (Lager), muitos especialistas dizem que a Alt é uma cerveja híbrida, fermentada em temperaturas intermediárias entre as Ale e Lager e maturada por um longo período, ela acaba mostrando características de ambos.
A palavra Alt em Alemão significa antigo, velho e refere-se ao processo de fabricação da cerveja. Este estilo nasceu em Dusseldorf, Alemanha e com a invasão das lagers no mundo e principalmente na Alemanha ela ficou ameaçada de extinção, porém algumas cervejarias no mundo vêm retomando sua produção, aqui no Brasil a primeira Alt fabricada foi pela Bamberg e continua sendo a única disponível a venda em solo nacional.
Este ano a cerveja vem com uma fórmula diferente da do ano passado, mudei a lupulagem, o processo de fermentação, a rampa de cozimento e os maltes utilizado, abaixo descrevo o que senti da cerveja deste ano.
Aroma: O lúpulo toma conta com um aroma floral e cítrico, em segundo plano percebe-se o frutado do fermento, pitanga, acerola, frutas vermelhas, malte discreto.
Aparência: Coloração cobre, avermelhada, cristalina, com boa formação de espuma.
Sabor: Mais uma vez o lúpulo domina a cena com amargor marcante, porém o malte aparece com caramelo, frutas secas, toffee, e um sutil frutado do fermento.
Sensação na boca: corpo médio-baixo, carbonatação média, final seco, mas sem adstringência, suave e fácil de beber.
Como vocês perceberam não é só a cerveja que está diferente, o rótulo também vem com cara nova, foi feito pelo André Clemente e este é o primeiro de outras surpresas que virão.

terça-feira, 30 de março de 2010

Harmonização para o feriado da Semana Santa.

Sexta feira muitas pessoas comerão bacalhoada por causa da tradição da Semana Santa. Este prato pode ser preparado de várias formas, mas normalmente ele é uma difícil harmonização para vinhos, porém nós não precisamos nos preocupar com isto, pois ele é um excelente par com a Bamberg Weizenbier.

Observem um dedo no lado esquerdo da foto, com certeza não foi o Totinha quem tirou.

Tomei como base a bacalhoada da minha mãe, o motivo é simples, é a que eu mais gosto, ela coloca no forno o bacalhau, com batatas, tomate, cebola, ovo cozido, azeitonas pretas, pimentão e os temperos regado de muito azeite, fica excelente, este é um resumo da receita, pois eu não sei o passo a passo dela.

O prato é salgado devido o peixe e com sabores fortes, mas tem suas sutilezas como a batata e o ovo, já a Bamberg Weizenbier, por ser uma típica cerveja de trigo da bavária, tem força suficiente para encarar o prato, o malte de trigo junto com os aromas e sabores frutados do fermento, consegue neutralizar o sal e os sabores mais fortes do prato, sem contar que a alta carbonatação vai lavar nossa língua para o próximo bocado.

Vale ressaltar que a Bamberg Weizen é feita com 60% de malte de trigo e seu fermento vem direto da Bavária para nós, por isso ela é tão parecida com as típicas weizenbier da Bavária.
No domingo de Páscoa se o almoço for com tender, leitoa assada ou churrasco, a cerveja pode ser a Bamberg Munchen ou Bamberg Rauch bier.

Você acha que não dá para comer ovo de Páscoa com cerveja, mas dá, a Bamberg Schwarzbier é a pedida.

Bom, a dica ta dada, agora é torcer pra que tenhamos muito sol no final de semana prolongado e curtir as cervejas com os pratos. Se tiver calor pra matar a sede nada melhor que a Bamberg Pilsen, já que entre uma refeição e outra não podemos ficar sem nos hidratar.

Só um lembrete, quem for pegar a estrada, harmonize os pratos com sucos.

segunda-feira, 29 de março de 2010

1001 Beers You must taste before you die.

Foi lançado mundialmente o livro 1001 Beers you must taste before you die, são 1001 cervejas do mundo todo escolhidas por um grupo de especialistas na bebida, para nossa honra a Bamberg Rauch bier foi uma das escolhidas, é uma enorme alegria fazer parte deste grupo seleto de grandes cervejas do mundo.

A Bamberg Rauchbier vem nos presenteando com vários prêmios, o European Beer Star de 2009, depois foi a segunda colocada no Melhores do Ano da Prazeres da Mesa e agora este importante livro que será distribuído no mundo todo. Estes prêmios são frutos de um trabalho duro em prol da cultura cervejeira nacional que a Bamberg vem desenvolvendo ao longo de nossa história, não de forma solitária mas sim com o apoio de várias pessoas, associações e cervejarias amiga.

Obrigado a todos da Bamberg que trabalham duro todos os dias para produzir não apenas cervejas, mas também alma a nossos produtos.

Outra cerveja nacional citada no livro foi a Colorado Demoiselle, acredito que o Brasil foi bem representado por nós no 1001 Beers you must taste before you die.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Weizen bock e suas versões experimentais.

Quando falei no post sobre a Weizen bock que maturou no carvalho, passou por dry hop e refermentei na garrafa com fermento de champagne, eu contei uma parte da história, ou melhor, um terço dela.
Depois que tirei do barril de carvalho separei a cerveja em três partes, onde refermentei uma parte com fermento de champagne, outra com Brettanomyces e outra com fermento de weizen misturado com Bretta. Como a Brettanomyces demora no mínimo 3 meses para fermenentar, tive que utilizar técnicas de respiração para controlar a ansiedade, não deu resultado, foi impossível esperar tanto tempo, abri uma garrafa com 40 dias de fermentação.
Como uma boa cerveja deve ser bebida em boas companhias aproveitei a visita do David e do Elso, da Lamas, Marcus da Sorocabana e o Caco do Almanaque Café para experimentarmos a novidade.
Degustamos as três cervejas juntas, a base de todas é a mesma, Weizenbock, maturada por 4 meses no barril de carvalho com dry hop, o que mudou foi a refermentação na garrafa.


A cerveja refermentada com fermento de champagne cada vez que eu bebo fico mais empolgado, é um furacão de complexidade, misturando refrescância e bom corpo, características da cerveja original com toques do champagne, seca, bem carbonatada, fantástica.
A mistura do fermento weizen e Bretta é nítido o domínio do segundo, acidez marcante, rústica, encorpada, bastante carbonatada, muito interessante.
A refermentada com Brettanomyces foi uma surpresa, no aroma misturou as caracteristicas desta levedura selvagem com o dry hop, no sabor muita complexidade, encorpada, menos ácida que a anterior, rústica, bem carbonatada, não esperava tudo isto dela, fantástica.
Temos três produtos totalmente diferentes um do outro, tivemos uma aula dada por seres vivos invisíveis, os fermentos, foi uma das experiências em que mais aprendi sobre cerveja.
Mas o teste final seria feito mais tarde, estava esperando a visita de dois amigos e mestres cervejeiros, o Frank da Weyermann e o Alexsander da Agrária, ambos formados em tradicionais escolas alemã. Posso garantir que pela reação dos dois ao tomar o gole a cerveja agradou muito.
Bom, foi uma tarde onde pude dar um grande passo na direção da inovação e ao conhecimento de novas técnicas, a cerveja refermentada com champagne entrará em linha ainda este ano.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Helles X Pilsen

Neste post vou tentar mostrar grandes diferenças em cervejas que parecem iguais, são elas, Pilsen Tcheca e Bavarian Helles.

Provavelmente, a cerveja Helles já era produzida em Munich antes da cidade de Pilsen produzir sua cerveja, isto porque em Pilsen eles tinham todos os ingredientes necessários à produção da cerveja Pilsen, exceto o fermento de baixa fermentação.



Bier garten em Munich.

Este fermento foi trazido de uma cervejaria de Munich para que fosse possível fazer a primeira batelada do estilo de cerveja que dominaria o mundo. Porém, tanto a Pilsen como a Helles são fabricadas basicamente com água, malte claro, lúpulo floral e fermento lager, o que então as difere?

A água de Munich é moderadamente dura, fazendo com que ressalte o amargor do lúpulo, escurece a cor da cerveja e aumenta a sensação de corpo, com isso, é notado que todas as cervejas da Bavária possuem um amargor médio, eles são precavidos com a adição de lúpulo, o IBU normalmente varia de 15 a 25, se compararmos a cor da Helles com a Pilsen, a cerveja Bávara é sempre um pouco mais escura.

Já na cidade de Pilsen a água tem dureza muito baixa, favorecendo a alta lupulagem, deixando a cerveja bem clarinha e bastante leve.


Plantação de lúpulo.

Mas não é apenas a água que influencia nestes estilos, a grande estrela da cerveja Pilsen Tcheca é o aroma floral de lúpulo Saaz, característica fundamental para o estilo, além dos 35 a 45IBU, que passa desbercebido, suave; na Helles o lúpulo também traz características florais, mas de outra região, ele deve ser de Hallertauer, todas as Helles que já bebi possuíam lúpulo desta região, pouquíssimas se arriscam fora dela, daí a outra opção é Spalt, raramente. Pra mim, quando você fala Helles vem na minha cabeça o aroma e o sabor de Hallertauer e Pilsen a delicia do floral do Saaz.

Ambas as cervejas usavam a tripla decocção na mostura, coisa que atualmente esta ficando cada vez mais raro. Outra coisa em comum nos estilos é a leveza de ambas, são cervejas para beber em quantidade.

Vale lembrar que existem cervejas Pilsen em todos os países que produz cerveja, porém normalmente, com menos lúpulo e mais leve, como é o caso das comerciais brasileiras, talvez seja o único estilo de cerveja que cada país fez a sua adaptação, mas isto será assunto para um outro post.

Faz um ano que minha receita da Bamberg Helles esta pronta, mas não posso fazer, nem ela nem outras 4 que estão passando pelos censores da ditadura cervejeira.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Que beleza!

Foto emprestada do blog do Bob.

Sou árduo defensor dos estilos de cerveja, porém acho legal alguns experimentos cervejeiros, tenho uma receita pronta e esperando (mais uma dentre 4 na espera) aprovação onde foi feita pensando em uma harmonização com um determinado jantar, outro tipo de experiência que venho fazendo com cada vez mais freqüência é a maturação em barris de carvalho, foi então inspirado na harmonização e nos barris que criei esta receita abaixo, ainda sem nome.

Quando fiz a primeira batelada da Bamberg Weizenbock, vi que a coisa demoraria a andar no que diz respeito a aprovação nos órgão competentes, então resolvi fazer um teste, coloquei uma parte dela pra maturar em barril de carvalho, fiz um dry hop e ela ficou por 4 meses maturando no barril, então fiz outra experiência, refermentei esta cerveja com fermento de espumante e no sábado dia 13 de fevereiro de 2010 tive a alegria de degustar o resultado final desta cerveja com meus amigos Edu e Bob e as respectivas, claro.

Foto emprestada do blog do Melograno.

A cerveja ficou fantástica, no aroma o lúpulo é marcante, misturando com as frutas passas, banana e malte, no sabor ela é complexa e refrescante, seca, nem percebe-se os 9,0% de álcool, uma maravilha de cerveja.

Tenho sorte, posso fazer o que eu quiser aqui na Bamberg, no que diz respeito a novos produtos, muitas vezes da certo e outras errado, mas isso é cerveja artesanal.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Bamberg Rauchbier, mais um prêmio!!!!!!!

Chegou hoje nas bancas de todo o país a edição de fevereiro da revista Prazeres da Mesa, nesta esperada edição, eles elegem as 50 melhores cervejas, sejam elas nacionais ou importadas, a venda no Brasil, os jurados são pessoas ligadas a gastronomia, cerveja, vinho, donos de bares e restaurantes.

O Bamberg Rauchbier mais uma vez nos deu alegria, foi eleita a segunda melhor cerveja disponível aos consumidores brasileiro, concorrendo com lendas das cervejas no mundo, o primeiro lugar ficou com a escocesa Ola Dubh 40, seguido de muito perto pela nossa brasileira Bamberg Rauch e em terceiro a belga Chimay Grande Reserve, bom, nada mal as nossas companheiras.

Foi uma honra para nós esta colocação, pois a Prazeres da Mesa é a principal revista do setor de gastronomia no Brasil.

Na foto acima, não pude mostrar as top 10, pois não seria justo com a revista, quem visse aqui perderia o interesse em comprá-la.

Obrigado a todos os jurados que votaram em nós e principalmente a nossa equipe aqui da Bamberg que continua trabalhando duro, dia após dia, com o intuito de sempre melhorar.
Essa foi pra começar o ano com o pé direito.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Schwarzbier ou Dunkel, eis a questão?????????

Alguns estilos de cervejas acabam tornando-se um pouco confuso, sobrepondo características e se analisarmos de forma descuidada, temos a impressão de que seria desnecessária esta divisão, porém visto de forma mais profunda descobrimos que há muitas sutis diferenças entre eles. Um desses casos é a Munich Dunkel e Schwarzbier.

Quando a Bamberg lançou a Munchen, muitas pessoas me perguntavam qual era o estilo dela e quando eu dizia que era uma Dunkel a maioria achava estranho, pois ela é marrom e não preta, pois é justamente isto que começa a diferenciar um estilo do outro.

As Dunkel são sempre de marrom claro a marrom muito escuro, mas nunca preto, já as Schwarz são de marrom muito escuro a preto.

Quem “nasceu” primeiro foi as Dunkels, isto porque no passado a técnica de secagem do malte somado a água dura de Munich, faziam a cerveja ficar escuras, ou seja, marrom, com o tempo as cervejarias deixaram as Dunkels mais escuras ainda, pois começaram a surgir os maltes especiais, já a Schwarz, provavelmente são cervejas recentes, pois surgiram de uma variação das Dunkels, são tradicionais nas regiões da Francônia, Turíngia e Bohemia.

As diferenças não param por aí, no paladar pode-se notar que a Dunkel é marcada pela forte presença de malte caramelo, ressaltando o biscoito, pão, toffee, já a lupulagem é discreta, apenas para cortar a “doçura” do malte, são cervejas de corpo médio. A Schwarz é mais seca característica típica da utilização de maltes torrados, porém não se deve encontrar forte presença de sabores e aromas torrados, como as Porter e Stout, o que vale é o equilíbrio e sutileza de aromas e sabores de café, chocolate e toffee, presença mediana de lúpulo e corpo médio.

O engraçado é que a melhor Schwarzbier do mundo é brasileira e leva o nome de Dunkel, mas da pra entender, talvez alguns anos atrás fosse impossível colocar no rótulo uma palavra tão estranha como Schwarz.

É possível encontrarmos excelentes cervejas dos estilos Dunkel e Schwarz no Brasil, sejam eles fabricados aqui ou importados, vale a pena fazer uma degustação comparativa de ambos os estilos, esta é a forma mais gostosa de aprofundar-se no estudo de estilos de cerveja, sugiro as Bamberg Munchen e Bamberg Schwarzbier para fazerem parte deste estudo.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Mais um Kebabel

Ontem começou a funcionar mais um espaço dedicado a boa cerveja em São Paulo, é o Kebabel 2, na Rua João Moura, 871; além de várias cervejas nacionais e importadas eles servem o chope Bamberg Pilsen sem filtrar e neste mês o Bamberg Rauchbier.
Em um ambiente claro, arejado e com uma decoração muito bonita, podemos beber cerveja de qualidade, comer comidas e petiscos excelentes e ainda contar com a simpatia do Pedro e da Carol, proprietários da casa.
O Kebabel 1continuará funcionando normalmente na R. Fernando de Albuquerque, 22.
Peço desculpas por não ter fotos do local, pois ontem me empolguei com o chope e os petiscos e acabei esquecendo de documentar a inauguração, mas algumas semanas atrás até o blog do Bob estava com alguns posts sem fotos, então to perdoado.
Mais informações http://www.kebabel.com.br/

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

É tempo de Weizenbier



Entramos no mês de setembro e o clima já parece com o verão, céu aberto e muito calor, não vejo melhor época do que esta para beber weizenbier, só ela pra nos refrescar no final do dia, ou se você preferir o dia todo.

Desde o começo da história da cerveja os povos utilizam o trigo, além da cevada, claro, para fazer cerveja, porém logo este cereal foi destinado a produção de pães e a cevada para a da bebida.
Muitos anos atrás, na Bavária, apenas os nobres tinham o direito de usar o trigo para fazer cerveja, mas como o grande consumo da bebida era pela população “comum” e eles consumiam a cerveja de cevada, a weizenbier tinha pouca expressão, estava quase sumindo do mapa.

Em 1872 George I Schneider teve o direito de produzir cerveja de trigo, ele foi o primeiro não nobre a ter este direito, no começo sua fábrica era em Munich e atualmente, após 8 gerações a produção esta na pequena cidade de Kelheim.

Depois da liberação do direito em produzir weizen bier a venda da cerveja só aumentou, hoje ela é o segundo estilo de cerveja mais bebido na Bavária, e certamente, um dos mais bebidos no mundo todo.

Em alguns rótulos vemos o nome Weiss, que significa claro em alemão, isto porque na época as cervejas fabricadas com cevada eram marrons, devido a fatores tecnológicos do processo de malteação e à água de Munich, já a cerveja de trigo era mais clara que a de cevada, por isso desta nomenclatura, outro nome também encontrado é o Weizen, que significa trigo em alemão, ambos os nomes são utilizados na Alemanha.

A Weizen bier fabricada na Bavária possui características inconfundíveis, aromas e sabores de banana e cravo, provenientes da cepa adequada de fermento, além do cítrico no retro-gosto, também possuem alta carbonatação, normalmente são refermentadas na garrafa e por isso não são pasteurizadas.
Para a Bamberg sempre foi fundamental manter estas características tradicionais da cerveja de trigo, para isto, nosso malte vem da cidade de Bamberg, nosso lúpulo da região da Bavária e nosso fermento foi especialmente selecionado de uma pequena cervejaria alemã e chega em Votorantim de avião, refrigerado e em 3 dias, tudo isto para que tenhamos os aromas, sabores e a refrescância da Bamberg Weizen iguais aos das cervejas bávaras, tudo isto da muito trabalho e é caro, mas vale a pena.


Wesswurst e Brezel


Harmoniza com pratos leves, saladas, peixes, frutos do mar, culinária japoneza, porém culturalmente esta cerveja é consumida na Bavária com a salsicha branca (weisswurst) e Pretzel (Brezel), algumas vezes por volta das 9:00h da manhã.

Temperatura ideal de consumo entre 4ºC e 6ºC.

Vamos ao que interessa, onde você pode beber o chope Bamberg Weizen?
Todos estão dentro da cidade de São Paulo, e pra quem gosta de cerveja já são velhos conhecidos.

Empório Alto dos Pinheiros: http://www.altodospinheiros.com.br/








quinta-feira, 28 de maio de 2009

Bamberg Alt bier

Embora a Alemanha seja conhecida pela suas lagers, o estilo é relativamente recente, surgido no final do século XIX com o avanço tecnológico (invento da refrigeração, descoberta da levedura, métodos de malteação etc.). A história da cerveja naquele país, porém, já tem pelo menos há 3000 anos. Dentro desse período, mas num passado não tão distante, cervejarias alemãs também de destacaram na produção de uma ale, a altbier.

A região do Rio Reno, mais especificamente, nas redondezas de Dusseldorf e Colônia, manteve-se produzindo cervejas alt. O nome significa “antigo” ou “velho” em alemão, mas refere-se ao método de produção da bebida, a alta fermentação. Este processo foi utilizado pra fabricar cervejas desde o começo da história cervejeira moderna. Claro que, hoje os ingredientes, metodologia e equipamentos evoluíram. Mas a Altbier ainda é um pouco da história viva, não nos museus, mas dentro do nosso copo.

Quem visita Dusseldorf e pede ao garçom “Ein Bier, bitte”, certamente vai tomar uma Altbier. O estilo é conhecido por misturar características de alta e baixa fermentação. Isso acontece porque a cerveja é fermentada no limite inferior da temperatura dos fermentos de alta fermentação, além de ser maturada por um longo período, como as lagers.

Hoje em dia, o estilo está bem próximo da extinção. Fabrica-se Alt na região de Dusseldorf e em algumas microcervejarias espalhadas pelo mundo. No Brasil, a Bamberg é a única a manter a tradição de produzir uma altbier. Nesta quarta-feira, fizemos o lançamento da Bamberg Altbier 2009 na Forneria Melograno. Ela foi apresentada em jantar harmonizado, elaborado pelo gastrônomo e especialista em cervejas Edu Passarelli.

Na entrada foram servidos queijos parmesão e azul. O prato principal foram paninis de mini-almôndegas com queijo gruyère. Para fechar a degustação, um gateau de chocolate com pimenta na sobremesa. Tudo acompanhado pela Alt em versão chope e não-filtrada, mantendo todas as características da levedura utilizada na produção. Em breve, a Alt deve ser lançada em versão long neck, filtrada.








Bamberg Altbier


Visual: Coloração acobreada, cristalina, boa formação de espuma.
Aroma: Frutas vermelhas, caramelo, biscoito;
Sabor: Amargor do lúpulo marcante, frutas vermelhas, pão, caramelo, frutas secas, final seco;
Sensação na boca: Corpo médio, baixa carbonatação.
Impressão geral: Uma cerveja complexa, porém fácil de beber, a lupulagem pede o próximo gole.

A cerveja é sazonal, ou seja, quando acabar, só em 2010. A temperatura ideal para que ela seja servida varia entre 6º C a 8ºC.
A Alt harmoniza com pratos gordurosos, bem temperados, como carnes vermelhas, porco etc.

Ficou com água na boca? Quer encomendar já sua Altbier? É só escrever para : contato@cervejariabamberg.com.br. A caixa com 12 garrafas deve custar R$ 60,00.