segunda-feira, 10 de maio de 2010

ESB - Extra Special Bitter

Todo mundo já sabe que o estilo do I Concurso Paulista de Cerveja Caseira será o ESB, não vou traduzir o que o BJCP diz sobre ele pois várias pessoas já fizeram, gostaria de dar minha opinião pessoal sobre este estilo e até um pouco de sua história, espero poder contribuir com mais informações para os 47 inscritos no concurso.
Quando decidimos fazer o Concurso em parceria com a Acerva Paulista o primeiro passo foi escolher o estilo, logo disse que não queria um estilo Alemão, pois como sou fã desta escola cervejeira e todas nossas cervejas são dela achei que seria melhor mudar, logo veio a nossa mente o estilo ESB da escola Inglesa, pouco difundido no Brasil seria uma forma de mostrá-lo do ponto de vista dos cervejeiros caseiros.

Se analisarmos a história das Pale Ale Inglesa, notamos que a base das cervejas manteve-se relativamamente constante ao longo dos anos, o que variou bastante foram a OG e o IBU, com isso acarretando em variações no teor alcóolico, sem falar nos aromas e sabores. Daí temos as variações nos estilos Standar, Ordinary, Premium, Best, Special, Extra, etc, tornando as difereças entre eles muito próximas, por isso devemos olhar os detalhes de cada um na hora de formular a receita, claro que históricamente a definição de cada estilo é muito mais complexa, mas tentei dar uma super resumida.


A ESB, na minha opinião, é uma variação das Pale Ale Inglesas, começando pelas Standard Bitter, passando pelas Premium e chegando nas ESB, sendo esta com mais malte e lúpulo que as outras, porém caro amigo lupulomaníaco, vemos que o amargor do estilo é de 30 a 50 IBU, então o aumento se dá em relação as outras Pale Ales, o mesmo acontecendo com a OG que varia de 12ºP à 15ºP, portanto na hora de fazer a cerveja para o concurso cuidado pra não exagerar, tanto no malte como no lúpulo, se não pode sair uma Imperial IPA.
A característica fundamental do estilo é a presença marcante do lúpulo, só que também temos o malte equilibrando com o amargor, vale ressaltar que pra mim é fundamental a utilização de lúpulos ingleses.
Bom, boa sorte a todos os inscritos, logo mais divulgarei o nome de todos os participantes.

2 comentários:

Tiago Reis (aka. dr.diamba) disse...

e aquela ESB produzida no curso de cerveja caseira, com insumos alemães, aonde será q foi parar?? eu tinha entendido q os participantes teriam a chance de degustar em algum momento... sabia q deveríamos ter escondido o galão na câmara fria da Bamberg! hehehe

Phil disse...

Os 8 litros gerados foram consumidos em um encontro de sócios da Acerva Paulista. Infelizmente a logística da degustação não foi acertada.